quarta-feira, 19 de maio de 2010

DESAPEGAR-SE

Desapegar-se não é se mostrar indiferente, mas simplesmente admitir que não se pode agir no lugar de outra pessoa.
Desapegar-se não é cortar laços, mas sim ter consciência de que não se pode controlar os outros.
Desapegar-se não é ser passivo, mas, ao contrário, tirar lições das consequências inerentes a um acontecimento.
Desapegar-se é reconhecer a sua impotência, ou seja, enxergar que o resultado final não está nas suas mãos.
Desapegar-se não é culpar ou querer mudar outra pessoa, mas sim dar o melhor de si.
Desapegar-se não é cuidar dos outros, mas sim se preocupar com eles.
Desapegar-se não é "assistir", mas sim encorajar.
Desapegar-se não é julgar, é considerar ao outro o direito de ser humano.
Desapegar-se não é tomar conta de tudo o que acontece, mas deixar os outros cuidarem do próprio destino.
Desapegar-se não é infantilizar os outros, mas lhes permitir afrontar a realidade.
Desapegar-se não é rejeitar, ao contrário, é aceitar.
Desapegar-se não é se irritar ou se repreender, mas sim tentar descobrir suas próprias fraquezas e se desfazer delas.
Desapegar-se não é adaptar as coisas em função de seus interesses, mas aceitar cada dia do jeito que ele se apresenta e aprecia-lo.
Desapegar-se não é criticar ou corrigir alguém, mas se esforçar para se tornar o que se sonha ser.
Desapegar-se não é ficar remoendo o passado, mas viver e crescer para o futuro.
Desapegar-se é ter menos medo e amar mais.

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