sábado, 18 de dezembro de 2010

Trecho do livro -Luzes no dia-a-dia- de Dan Millman


Amor como coragem

“... Você irá buscar amor e segurança até descobrir que não existe segurança no amor, nem é necessário. Somente quando se está disposto a arriscar a dor e a tristeza da perda é que se confia o suficiente para abrir o coração à alegria.
Algumas pessoas acreditam que querem uma alma gêmea, um relacionamento íntimo; contudo outra parte delas quer permanecer na cidade do isolamento. Os solitários podem permanecer separados e dissociados, pegando carona em relacionamentos e partindo ao primeiro sinal de problemas. É preciso coragem para persistir em estradas pedregosas do relacionamento; é preciso coragem para ter filhos e amá-los. Sofremos cada uma das doenças, dos ferimentos e dos desapontamentos dos nossos seres amados. Perdemos o sono com os problemas de nossos filhos e conhecemos suas dores.
É muito mais seguro nunca amar, porque seu coração é um gigante adormecido cheio de paixão e dor, alegria e medo. É mais seguro permanecer dentro da armadura da solidão, como uma tartaruga em sua casca. O único preço a pagar é sua humanidade. Não importa o quanto a pessoa seja bem sucedida, poderosa ou rica: a vida sem amor é um reino sem sombra. Quando os psicólogos começaram a pesquisar os criminosos violentos, constataram que, quase sem exceção, nenhum deles havia experimentado amor dos pais nem havia tido um animal de estimação quando criança. Sem amor definhamos com uma flor sem água. Você precisa de alguém para amar, quer esse alguém seja seu cônjuge, amigo, filhos, pais, bichos de estimação ou outros, ele serve como meio para despertar seu coração...”

Dan Millman, Luzes no dia-a-dia.


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