terça-feira, 23 de abril de 2013

Comunhão

  
         O que você sentiria se decidisse entregar sua vida, seus sonhos, seus planos e seu destino nas mãos de Deus? Como se sentiria se você se rendesse às vontades dele em sua vida? Se abrisse mão de qualquer tipo de controle, para ser o que Ele deseja?

            A resposta ideal seria se sentir aliviado por tirar pressões, medos e inseguranças de suas costas. Porém, acredito que muitos responderiam sentir medo. Medo, pois não acreditam que o que Deus quer para eles seja o mesmo que seus sonhos.

            Acreditam nisso porque, ao tentar realizar estes mesmos sonhos sozinhos, não obtiveram sucesso, e desconfiam que Deus não tenha permitido acontecer, seja lá por qual motivo. Muito vêem Deus como um pai, que os proíbe e pune.

            Isso sem contar aqueles que não tem fé, que não acreditam em uma força superior, que acham que precisam fazer tudo sozinhos.

            Mas pensando assim, não vêem que ainda não alcançaram o sucesso, justamente por terem tentado seguir sem Ele. Pensando assim não vêem que a sua vontade de ser feliz, é a vontade de Deus dentro deles. Que a morada Dele é dentro de nós, e que a todo instante ele nos transforma para que tenhamos condições de alcançarmos a verdadeira felicidade. Ou alguém aqui arrisca dizer que a vida não segue nos ensinando, pouco a pouco, como sermos melhores?

            Render-me foi uma das tarefas mais difíceis que já enfrentei, porém a mais recompensadora e reconfortante. Entregar nossas vontades à vida é perceber que não existe a sua vontade separada da de Deus, e que vocês dois são uma coisa só. E nessa comunhão, podemos perceber tão claramente a presença Dele dentro de nós, conosco integralmente, nos encaminhando calmamente para o bem, para a felicidade e para a paz... É maravilhoso.

            "Deus é mais íntimo de nós do que nós mesmos.", disse Santo Agostinho, e ele estava repleto da razão e da percepção clara. Aproxime-se dele, não sinta medo de seus propósitos, renda-se e dê um grande passo em sua vida abrindo mão de ansiedades, ilusões, medos e de todo entulho que carregamos em nossos corações. 



Fiquem na luz.



Carolina Flores Quintanilha

Fique com a luz - Calunga

Trechos do Livro Fique com a luz, do Calunga e do Gasparetto. 


“Eu e o infinito somos um.
Tudo se move pela lei do oculto infinito em mim.
No reino, no nascimento das coisas e das formas.
Na magia do escondido, mas real.
Na sorte, nas correntes de transformação e criação da vida, eu repouso minha vontade assumida, deixando que tudo se transforme.
E o vento da renovação me traz a brisa da segurança , confirmando que tudo está caminhando no bem.
Na certeza de que todo o bem está em mim, se reformulando e se transformando.
Eu e o infinito somos um somente.
Sou apenas espírito na imensidão, assistindo ao drama da vida, apenas participando sem drama.
Sentindo no peito as verdadeiras medidas, acompanhando o discurso silencioso da vida que conversa comigo a cada medida.
Por isso não sou mais pessoa. Eu não sou pessoal, eu não tenho mais Eu, eu não tenho mais sentimentalismos, eu não tenho desejos.
Apenas contemplo.
E a minha contemplação é ação. Faço todas as coisas, mas estou sempre aqui na imensidão.
Sempre estou no infinito.
O drama das pessoas do mundo, perdidas e separadas, não mais me afeta.
O medo, o desespero, a aflição, todos os pesares antigos passaram.
Eu caminho com naturalidade...fluo com naturalidade. Eu trabalho sem pensamentos, sem emocionalidades.
Mas dentro de mim sai aquela alegria, aquela ternura...um amor diferente e um gesto e um calor diferentes.
Há um entendimento imenso...
Estou aqui, vivendo a vida como qualquer um... num corpo que parece igual a qualquer um...Mas eu, eu infinito, não cesso de fluir, a um ponto onde as pessoas ainda não estão.
Num ponto eterno, em outro caminho, com outro jeito de estar em si.
Sou capaz de nada fazer e tudo acontecer, tudo ser feito.”

“... Eu quero estar junto a ti, integrado a ti.
Eu quero ser impessoal,  eu não quero possuir,
Eu não quero ter esperança de nada...nada esperar,
Eu não sofro mais ansiedade, pagando um preço caro,
Eu não vou mais estragar os meus dias, o meu prazer de viver,
Eu não quero mais ir a lugar nenhum,
Chega de dirigir as coisas,
Chega de ter uma vontade só minha,
Eu quero ficar na tua essência...maior, muito maior,
Eu quero ficar na vontade do Universo, quero me sentir Universal,
Eu quero ser espírito,
Só um espírito, pelo infinito.”




sábado, 13 de abril de 2013

Abril, 2013.


Bom dia, meus queridos amigos. 

            Hoje, eu queria lhes contar uma situação que vivi e estou vivendo. Alguns de vocês sabem que eu passei dois anos em casa estudando para concursos públicos, e que este tempo me proporcionou experiências e aprendizagens incontáveis em relação a minha espiritualidade. Foi nesse tempo que comecei a escrever, e é claro, neste tempo que montei o Blog.
            Dois anos foi o suficiente para ler bastante, ouvir muitas palestras, ver muitos filmes e vídeos, aplicar técnicas, adquirir hábitos... Mas há exato um ano, eu passei em um dos concursos que fiz e fui convocada a trabalhar.  
            E é claro que a partir daí eu comecei a não ter mais tanto tempo para dedicar aos meus estudos espiritualistas, além de ter que começar a aplicar na vida prática tudo o que eu havia aprendido.
            Confesso que encarar o mundo de verdade não foi fácil. Comecei a conviver com muita gente que não compreendia minha visão da vida, me decepcionei quando vi cara a cara a cobiça, a inveja, a maldade das pessoas e muito rapidamente me vi afastada de muitas das coisas que aprendi. Sim, -eu- tão convicta de minhas crenças, me peguei medrosa, negativa e vulnerável às doenças mentais dessa nossa sociedade.
            Porém, em meio a um furacão de contrariedades, a vida sempre me soprava um alento. No meio de toda a poeirada, encontrei pessoas mais espiritualizadas do que eu. Em meu aniversário ganhei um livro de Joanna de Angelis, assim como num momento de pura aflição eu recebia emails com mensagens do Calunga... e por aí vai. Vocês sabem como as forças da vida se comunicam conosco quando procuramos por elas, não é mesmo?
            E hoje, meus queridos, eu estou passando por uma espécie de renascimento, pois apenas ao perceber o quanto minha vida estava piorando ao me afastar de tudo o que sei, eu já senti novamente a presença de Deus em meu coração me pedindo pra voltar para casa. Não para minha casa e nem para minha vida antiga, mas para as paredes azuis da casa Dele.
            E então, estou voltando para meu mundo particular, voltando para aquele cantinho da alma que só vocês, meus amigos, conhecem muito bem. E a vida já está me trazendo oportunidades, pessoas e lugares que se sintonizam novamente com meu bem estar. Peguei-me lendo alguns de meus textos antigos, conselhos meus para vocês, agora servindo perfeitamente para mim. Tudo o que eu sempre tentei convencer vocês a fazer, rsrs, estou tendo que refazer agora.
            E a paz volta, meus amigos, a paz volta quando você a chama verdadeiramente. A fé não desiste da gente e nem desiste de nos fazer crer nela.
            Portanto, queridos, eu lhes peço desculpa pelo tempo afastada e agradeço, um tanto quanto emocionada, as visitas e recados que não deixei de receber um dia sequer deste ano. Vocês me incentivam a continuar.
            Então hoje, meu texto é um abraço apertado, enquanto digo (com clamor): Eu voltei, e dessa vez é para ficar!

Fique na luz,

Carolina Flores Quintanilha

"Eu descobri que é azul a cor da parede da casa de Deus, e não há mais ninguém como você e eu". Alexandre Magno Abrão- Chorão.

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