segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Aos meus queridos leitores


A cada dia me vejo mais inserida num processo de autoconhecimento. Sinto como se o propósito dessa minha reencarnação fosse esse, o aprender sobre a eternidade da minha alma, sobre quem eu sou, sobre que padrões de pensamentos e atitudes eu tenho e o que eu posso e preciso mudar e melhorar. Sinto como se todas as situações da minha vida me levassem a examinar essas questões.
Buscar o autoconhecimento é uma luta diária, atenta, racional, longe dos padrões do imediatismo (Orai e Vigiai).

Fico impressionada com a presteza da vida em me puxar de volta quando saio do meu caminho. Acredito que seja isso um misto de destino e efeito. Efeito no sentido que a causa seria a minha busca. Eu busco incessantemente entender a Vida e os seus mecanismos, entender a mim e os meus mecanismos e por um contato com a Espiritualidade.

Penso que com todos deva ser assim da mesma forma, porém acredito que nem todos já atenderam ao chamado da Vida.

Minha busca espiritual começou muito nova, a fim de tentar resolver conflitos pequenos que há época para mim pareciam enormes. Aos poucos, fui substituindo a busca por “coisas” pela busca por conhecimento. Conhecimento da Vida e de Mim.

E desse conhecimento muitas flores tem brotado. Amor a mim mesma e a quem eu sou e como sou, o que faz com que eu me respeite mais, respeite meus limites, me cobre menos e aceite até com mais naturalidade os meus equívocos.

Ao mesmo passo, aprendo cada vez mais a amar ao próximo, respeitá-lo e aceitá-lo. Entenda: essa não é uma atitude passiva ou contrária à Justiça. Tenho meus padrões do que é certo ou errado, e não deixo que abusem de mim, apenas interiormente aceito que assim como eu, todos são espíritos em aperfeiçoamento e portanto têm direito a errar.

E por fim, amo cada dia mais profundamente a Deus. Sei que ainda não o compreendo em totalidade, mas vejo suas ações em minha vida, sempre positivas, mesmo no meio de tempestades e por isso, a cada amanhecer eu o amo um pouco mais. (Ama o próximo como a ti mesmo e a Deus sobre todas as coisas.)

Certa vez, em conversa com um espírito iluminado, disse-lhe que por vezes eu sentia um vazio, uma solidão, e ele me disse com presteza: É a falta que você sente de Deus. Caí num profundo choro, pois percebi que a falta Dele, realmente é o que mais me machuca, porém, que quem se afasta sou eu, pois Ele está a todo instante dentro de mim. Meu contato com Deus é tão profundo que eu quase consigo ouvi-lo.

E cada atitude de autorrespeito, cada atitude de autoamor, cada atitude de autovalorização são com uma graaande alívio em meu peito.

Quem me lê desde o início do Blog com certeza reconheceu o desenvolver dos meus textos, que foram ficando mais profundos. No início, minha análise era na superfície. Hoje acredito que ela tenha submergido um pouquinho, mas que ainda são infinitas as raízes para desvendar.

Querido Leitor, escrevi esse texto hoje para incentivá-lo a continuar na busca caso você se sinta da mesma forma que eu. Não somos melhores do que ninguém, passaremos por momentos de crise talvez até mais intensas do que os que não se preocupam ainda com a sua evolução, porém, os resultados são compensadores.

Como eu disse, equipara-se como um grande alívio no peito cada vez que alguma verdade sobre a vida é descoberta.

AME-SE, querido leitor. Fazer isso não é egoísmo, orgulho ou pretensão. Amar-se é o mesmo que ser humilde, que nada mais é do que reconhecer-se como é. Reconhecer suas qualidades e aprimorar suas más inclinações.

Melhorar-se, cuidar de si é uma atitude de autoamor, pois sabemos que nossos defeitos atingem mais a nós mesmos do que aos outros. E reconhecer nossas qualidades é explorá-las cada vez mais, até em favor dos outros.

Fiquem sempre a luz,
Com carinho,


Carolina Flores Quintanilha. 

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