domingo, 28 de dezembro de 2014

Qual a solução para o Brasil?


Já se tornou hábito entre os brasileiros culpar os nossos governantes pela nossa situação atual. Não digo isso como uma critica, apenas como observação realista. Eu sou uma das pessoas que por vezes se revolta com o egoísmo de alguém que consegue desviar dinheiro público, em benefício de si próprio, enquanto sabe que existem números escandalosos de pessoas em situação abaixo da pobreza e uma grande maioria vivendo com um salário mínimo de setecentos e poucos reais, que segundo a nossa constituição deveria ser  "capaz de atender a suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação, educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social" (Cap. II - Art. 7º - IV), sem contar que nossa saúde pública é extremamente precária, educação ruim e por aí vai. 

Mas eu gostaria de chamar-lhes a atenção a um ponto: O quanto somos melhores do que os políticos corruptos enquanto criticamos, mas não fazemos nada diferente? É fácil julgar enquanto nos sentimos vítimas, mas e quando somos atuantes?

Você passaria ou já passou por cima de outras pessoas em benefício próprio ou de sua família? No seu ambiente de trabalho você pensa em seus colegas, que eles precisam tanto de seus empregos ou de um aumento quanto você? Ou você só pensa em si ou no máximo nos amigos mais chegados ou familiares? 

Você já teve um gato na luz, já comprou CD's piratas, já jogou lixo na rua? Você economiza água, energia? Você recicla seu lixo? (...)

Ok,ok. Você frequenta alguma instituição religiosa e participa de algumas ações caridosas, mas e no seu dia a dia? E com o seu próximo? Com a sua família? Com seu colega de trabalho? Com seu vizinho? Com o estranho que você esbarra na rua? Como você age? 

Perceba que um sujeito não religioso, porém bondoso, pode praticar em um dia mais boas ações do que a soma da sua caridade prestada esporadicamente em instituições ao longo de sua vida.  

A linha que separa um político corrupto de alguém que só pensa em si mesmo é bem tênue. A diferença é que o político tem poder para prejudicar uma grande massa, enquanto um cidadão comum prejudica ao próximo.

Mas, eu acredito na lei da evolução, que tudo sempre progride e que estamos evoluindo, mesmo que a passos curtos. Para vermos isso basta apenas pensar que há  cerca de 500 anos atrás era totalmente aceitável queimar pessoas em praça pública, que há 100 anos atrás existia a escravidão no Brasil, e que há 30 anos atrás estávamos numa ditadura e não havia liberdade de pensamento. (Eu não poderia estar aqui escrevendo isso, por exemplo).

Estamos melhorando. Mas não nos sintamos melhores do que ninguém. Vejamos o quanto ainda somos falhos em nossas questões morais, o quanto ainda podemos sermos melhores.

Vamos dar atenção também às boas ações. Aos políticos que estão tentando mudar o quadro do nosso País, Estado, Município (Sim, eles existem!). 

Vamos dar atenção às instituições beneficentes, seja de questões humanas, ecológicas, sustentabilidade... Às pessoas no nosso dia a dia que nos fazem bem.

Desliguemos da televisão, da mídia sensacionalista que lucra vendendo desgraças e plantando o terror em nossas almas.

Liguemos a Deus, a Jesus, aos bons espíritos que trabalham em prol da nossa evolução.

Dediquemos mais tempo ao estudo dos mecanismos da Vida, para compreendermos um pouco melhor a Deus.  

Tentemos parar de reclamar e agradecer pela vida, pela chance que temos de evoluir, pela nossa destinação à plenitude.

Demos mais atenção ao que é bom, belo, ético e verdadeiro.

E oremos pela evolução moral daqueles que nos prejudicam, sabendo, que há pouco, poderíamos estar na mesma situação. 


Fiquem com Deus,

Abraços fraternos,


Carolina Flores Quintanilha.

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