sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Esquecimento do passado - Divaldo Pereira Franco




Há pessoas que negam a reencarnação simplesmente por acharem impossível que tenhamos vivido outras existências, sem delas nos lembrarmos. Por qual razão é necessário e bendito esse esquecimento?
- Porque é misericordioso. Se nos fora lícito penetrar em determinados registros do mundo espiritual, muitos de nós enlouqueceríamos, sem qualquer resistência para continuar no corpo. O bloqueio das reminiscências do passado culposo, não tenhamos dúvidas, é acréscimo da infinita misericórdia de Deus. Existem casos, felizmente raros, de pessoas que têm consciência do passado culposo e vêm pedir aos médiuns preces pela bênção do esquecimento, que as livrará do tormento da memória devedora que emergiu.
Divaldo Pereira Franco
Trecho do livro Vida e obra de Divaldo Pereira Franco.

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

O Esquema de Deus


 
Estamos todos entrosados no Esquema de Deus. Esse esquema nos leva, através do tempo, à paz da eternidade.
Mas o conceito estático de eternidade não prevalece no Espiritismo, onde ela aparece como duração.
O tempo é a visão fragmentária da duração, um recorte do absoluto para o uso das nossas percepções relativas.
Os que se apegam ao relativo, às ilusões do temporário, esquecidos de sua própria transcendência, vivem na inquietação e portanto em guerra consigo mesmos e com o mundo.
O Esquema de Deus é o plano universal da evolução do qual vemos apenas alguns pedaços acessíveis aos nossos sentidos.
Mas a nossa mente, que é cérebro da alma, pode perceber além dos sentidos.
Por isso, nas experiências para psicológicas já se comprovou, cientificamente, que podemos ver com nitidez o passado e o futuro, confirmando-se, assim, as pesquisas espíritas de mais de um século.
Os que aprendem a se libertar do relativo para vislumbrar a duração (que é a eternidade em conceito dinâmico) aprendem a superar a inquietação a encontrar a paz.
Pela evolução, nossa mente se abre, como uma flor que desabrocha, para a percepção progressiva do absoluto que nos proporciona a paz.
Não a paz do mundo, como ensinou Jesus, mas a paz do espírito.
A percepção individual dessa paz se transforma aos poucos, em conquista coletiva, na proporção em que a humanidade se eleva e o mundo se transforma.
Assim, pela evolução dos homens e do mundo, a paz do espírito, que parece individual, se revelará coletiva e universal. É importante sempre nos lembrarmos de que nada e ninguém nos poderá arredar do Esquema de Deus.

 
Francisco Cândido Xavier

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Amor como coragem

“... Você irá buscar amor e segurança até descobrir que não existe segurança no amor, nem é necessário. Somente quando se está disposto a arriscar a dor e a tristeza da perda é que se confia o suficiente para abrir o coração à alegria.
Algumas pessoas acreditam que querem uma alma gêmea, um relacionamento íntimo; contudo outra parte delas quer permanecer na cidade do isolamento. Os solitários podem permanecer separados e dissociados, pegando carona em relacionamentos e partindo ao primeiro sinal de problemas. É preciso coragem para persistir em estradas pedregosas do relacionamento; é preciso coragem para ter filhos e amá-los. Sofremos cada uma das doenças, dos ferimentos e dos desapontamentos dos nossos seres amados. Perdemos o sono com os problemas de nossos filhos e conhecemos suas dores.
É muito mais seguro nunca amar, porque seu coração é um gigante adormecido cheio de paixão e dor, alegria e medo. É mais seguro permanecer dentro da armadura da solidão, como uma tartaruga em sua casca. O único preço a pagar é sua humanidade. Não importa o quanto a pessoa seja bem sucedida, poderosa ou rica: a vida sem amor é um reino sem sombra. Quando os psicólogos começaram a pesquisar os criminosos violentos, constataram que, quase sem exceção, nenhum deles havia experimentado amor dos pais nem havia tido um animal de estimação quando criança. Sem amor definhamos com uma flor sem água. Você precisa de alguém para amar, quer esse alguém seja seu cônjuge, amigo, filhos, pais, bichos de estimação ou outros, ele serve como meio para despertar seu coração...”

Dan Millman, Luzes no dia-a-dia.

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